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Em 16 de setembro é celebrado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose. A data foi instituída pela Lei nº 12.629/2.012 e tem como principais objetivos aumentar a conscientização sobre a doença, reduzir o número de casos não diagnosticados, incrementar medidas para prevenção baseada em evidências, incentivar sistemas de cuidados de saúde de forma a criar estratégias para garantir “melhores práticas” para a prevenção, diagnóstico e tratamento e incrementar os recursos adequados para estas ações e o apoio à pesquisa para reduzir a carga da doença trombótica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta global para reduzir em 25% o número de mortes prematuras por doenças não infecciosas até 2025. Para isso é fundamental focar em medidas para redução da trombose, bem como no esclarecimento à população das suas causas e principalmente prevenção.

A trombose é caracterizada pelo desenvolvimento de um coágulo (trombo) dentro de um vaso sanguíneo. Isso causa o entupimento do vaso e dificulta o retorno venoso ao coração. A doença acomete principalmente as veias das pernas (trombose venosa profunda) e pulmões (embolia pulmonar). O “peso” desses distúrbios é incalculável: milhões de vidas perdidas e bilhões de dólares gastos para tratar e cuidar dos indivíduos acometidos.

Os principais fatores de risco são adquiridos e relacionados a imobilização prolongada, uso de anticoncepcionais, cirurgias, hospitalizações e fraturas.

Fatores hereditários também estão envolvidos

Os sintomas da trombose são: dor, edema (inchaço) unilateral, vermelhidão na pele, cianose (coloração azul arroxeada), dilatação do sistema venoso superficial, aumento da temperatura local, empastamento muscular (rigidez da musculatura da panturrilha) e dor à palpação.

A trombose venosa localizada nas pernas não oferece risco de morte. Entretanto, o coágulo pode se desprender, migrar pela corrente sanguínea e se alojar nos vasos sanguíneos do pulmão – conhecido como embolia pulmonar, que apresenta risco de morte. Esse coágulo bloqueia a artéria pulmonar, restringindo o fluxo de sangue nos pulmões. Os sintomas da embolia pulmonar são mais nítidos e o atendimento deve ser feito imediatamente: dor no peito, falta de ar, tosse repentina (com possibilidade de expectorar sangue), sudorese e tontura, entre outros.

Fatores de risco para desenvolver Trombose Venosa Profunda:
- Idade;
- Uso de medicações, como contraceptivos orais, Quimioterápicos e tratamentos hormonais;
– Obesidade;
– Presença de varizes nas pernas;
– Gravidez;
– Pós-Parto;
– Tabagismo;
– Câncer;
– AVC (Acidente Vascular Cerebral);
– Traumatismos, principalmente nas extremidades inferiores (risco de TVP por volta de 70%);
– Doenças crônicas, como insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas;
– Doenças agudas, como infarto do miocárdio, e infecções, como pneumonia;
– Fraturas ósseas.

Fontes: Associação Médica Brasileira/Hospital Israelita Albert Einstein

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